sábado, 22 de setembro de 2018

Crô em família

Dica de filme
"Crô em família" (2018) é estrelado por Marcelo Serrado, direção de Cininha de Paula, e roteiro original de Aguinaldo Silva. O personagem Crô foi coadjuvante na novela Fina Estampa de Aguinaldo Silva em 2010, em 2013 virou filme. E agora retorna as telonas sem referências ao primeiro longa. Neste filme o ex-mordomo abriu sua própria escola de etiqueta e finesse, no entanto, o personagem está sozinho e carente devido ao fim do segundo casamento e perda da cachorrinha que ficou com o seu ex-marido. No momento em que o personagem passa por uma situação carência e vulnerabilidade, chega a sua casa pessoas que dizem ser sua família biológica e ele os acolhe e passa a ensinar regras de etiqueta confiante de que encontrou a sua família, contudo, a sua mãe Marinalva interpretada por Arlete Sales só demonstra estar interessada no seu dinheiro. Como antagonista Crô enfrenta a blogueira Carlota Valdez (Monique Alfradique) que faz de tudo para descobrir e publicar a sua vida pessoal. Crô é cercado por fiéis escudeiras, Almerinda (Rosi Campos), Geni (Jefferson Schroeder), e Magda (Mary Sheila). O filme tem um roteiro simples e muitas referências as novelas de Aguinaldo Silva, como "Mulheres de areia", o filme tem a participação de Preta Gil e Pablo Vitar (que não acrescenta nada a história). No fim, literalmente a última cena, Crô adota a sua suposta prima adolescente (Mel Maia), e explica que família não é formada apenas por laços de sangue, mas que existem diversas formas de família, inclusive as que escolhemos escolhemos no coracao, e essa mensagem encerra o filme, e deixa um recado bem atual.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O Predador (2018)

Dica de filme
“O Predador” (2018) longa dirigido por Shane Black. É o quarto da sequência. O filme de ação e suspense, tráz destaque para a ficção científica, pois os caçadores mais letais do universo estão fazendo experimentos e se aperfeiçoando geneticamente  com DNA de outras espécies alienígenas. Assim criaram uma nova espécie de predador.  O novo filme da franquia  mostra o confronto de dois tipos distintos de predadores. Pois, assim como Prometeu presenteou a humanidade com o fogo, um predador disposto a ajudar os humanos trouxe a terra algo que poderia equilibrar a balança contra os caçadores  extraterrestres. Um grupo de ex-soldados, junto com uma professora doutora em evolução genética enfrentam os predadores e ajudam a proteger um menino (Jacob Tremblay) que encontrou o equipamento de um Predador e disparou um localizador que os  traz de volta a terra. Não é o melhor filme da franquia, é mais dialogando e as tradicionais cenas de ação tem menos espaço, porém o longa abre caminho para novos filmes da sequência.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Gauguin - Viagem ao Taiti


"Gauguin – Viagem Ao Taiti" é um filme Francês de 2017, dirigido por Edouard Deluc. O filme conta parte da vida do pintor pós-impressionista francês Paul Gauguin.

Gauguin (Vincent Cassel) assim como outros pintores pós-impressionistas enfrentavam muitas dificuldades para vender seus quadros, pois havia uma grande resistência do público consumidor de obras de arte em adquirir quadros que se opunham a estética tradicional então estabelecida.

Em 1891, Gauguin deixou a esposa, fillhos e amigos na França e viajou ao Taiti, então colônia francesa, lá ele pretendia começar uma vida nova, se dedicar a pintura livre dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. No Taiti, Gauguin se deparou com uma vida bem diferente do que tinha imaginado, teve que aprender a conviver com a natureza, enfrentar a solidão, pobreza e a doença.

Em meio a natureza e a um estilo de vida totalmente diferente do que estava habituado na França, Gauguin conheceu a Tehura, uma jovem nativa por quem se apaixonou, ela se tornou sua esposa e tema de suas principais pinturas. O longa mostra a imensa paixão que Gauguin sentia pela arte, sua necessidade de produzir algo que fosse original.

A fotografia do filme merece destaque pois mostra a exuberância da natureza, e a imponência desta sobre os homens se opondo a paisagem urbana da cidade parisiense. Infelizmente, Gauguin morreu antes que sua obra fosse reconhecida. A atuação de Vincent Cassel da intensidade necessária a vida angustiada de Gauguin.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

FERRUGEM

"Ferrugem" (2018) filme nacional, dirigido por Aly Muritiba. O roteiro é uma parceria entre Muritiba e Jessica Candal . É um filme com uma linguagem jovem e atual. O longa conta a história de Tati (Tifanny Dopke) uma jovem estudante do Ensino Médio que faz uso das redes sociais, é popular, comunicativa, e está paquerando com Renet (Giovanni de Lorenzi), um garoto que estuda na mesma sala. Renet é introspectiva, fechado e fala pouco. Durante uma visita da escola ao Aquário no Rio de Janeiro, Tati que está interessada em Renet deixa o garoto olhar a galeria de arquivos do seu telefone, mas ele encontra um vídeo que a jovem gravou com o ex-namorado, porém, Tati não deixa que Renet veja o vídeo. Em seguida, Tati perde o celular e assim tem início a trama do filme.
O filme é dividido em duas partes, a primeira conta sobre como a vida de Tati se tornou difícil depois que ela teve seu vídeo íntimo divulgado nas
redes sociais. Mostrando como a escola se tornou um lugar hostil após a circulação do vídeo, forçando-a ao isolamento social, os seus pais não aparecem o que revela um distanciamento familiar. O sofrimento da jovem é levado as últimas consequências. A segunda parte dá destaque a vida de Renet, contada de forma cadente revelando aos poucos a personalidade do garoto, filho de pais separados, o jovem ainda não aceitou bem o fastamento da mãe. Mora com o pai e a irmã, e convive com o primo que tem uma personalidade que é o oposto da dele. A relação entre a primeira e segunda parte do filme podem ser entendidas como causa e consequência.
O filme trata o tema suicídio não com destaque ao ato em si, mas tratando o tema sob outros aspectos, a pressão social do grupo, a necessidade de ser aceito, a hostilidade juvenil, e sem dúvida o machismo que perpassa todos os rótulos que são impostos a Tati após a divulgação do vídeo, ao mesmo tempo em que seu ex-namorado, que também aparece no vídeo não sofre o mesmo julgamento moral. A montagem, direção de arte e os enquadramentos de câmera funcionam muito bem para contar essa história de forma original e envolvente.
O filme mostra a relação dos jovens com a internet e a redes sociais, e demonstra como a realidade virtual atualmente é tão importante quanto a própria realidade, como o aparelho celular se tornou parte do que é ser jovem e adolescente na atualidade, a necessidade de postar a própria vida nas redes sociais faz parte da necessidade de ser reconhecido como individuo e ser aceito pelo grupo. Apesar de mostrar os efeitos nocivos da internet o filme não se opõe as redes sociais, mas alerta sobre as consequências do seu mau uso.
"Ferrugem" é um filme intenso e desmistifica a ideia que o suicídio é a ação livre e voluntária de um individuo, pois de forma bem didática revela como o bullying levado as últimas consequências pode ser devastador. O longa foi (merecidamente) o ganhador do prêmio "Kikito de Ouro" no festival de Gramado 2018.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Grace de Mônaco

"Grace de Monaco" (2014) é um longa metragem dirigido por Oliver Dahan (que também levou Edith Piaf as telonas) e conta a vida da atriz estadunidense Grace Kelly após seu casamento com o príncipe de Mônaco, Rainier III.

A personagem de Grace Kelly é interpretada por Nicoli Kidman que tem uma excelente atuação. Os acontecimentos do filme ocorrem entre 1961 e 1962. No início do filme é dito que o relato é fictício, mas baseado em fatos reais. 

O longa trás uma representação da vida pessoal de Grace mostrando conflitos pessoais e familiares o que ajuda a desconstruir o ideário de conto de fadas que simbolizava o seu casamento.

Antes de se tornar a princesa de Mônaco, Grace Kelly era uma atriz respeitada pela academia e pelo público, inclusive ganhou o Oscar na categoria de melhor atriz, em 1955. Ao aceitar o pedido de casamento do príncipe de Mônaco, Grace sabia que teria que abrir mão de sua vida profissional, e o filme revela que a escolha nem sempre lhe pareceu a mais correta, ou que em algum momento ela não possa ter se arrependido, mas deixa claro que ela foi tão dedicada ao casamento quanto a sua carreira profissional. 

Destacamos que Grace era um mulher inteligente e que teve dificuldades para se encaixar na realeza, pois o posto de princesa seria para uma mulher submissa e sem opinião propria algo que ela não conseguia ser.

O dilema do roteiro começa com o convite do diretor Alfred Hitchcok para Grace estrelar o seu próximo filme, aceitar ao convite poderia agravar o impasse internacional que o Principado de Mônaco estava envolvido e que colocava em risco a soberania do país. Visando o apoio popular Grace se dispõe a aprender a história e os costumes do Principado de Mônaco, dando ênfase as regras de etiqueta e o idioma francês para conquistar a empatia da população. 

O filme tem como pano de fundo o impasse internacional entre o Principado de Mônaco e a França, que ameaçava cortar o fornecimento dos recursos básicos do Principado. Nesse momento  a presença de Grace foi importante para mediar o  conflito internacional.

"Grace de Mônaco" é uma boa opção de filme para saber um pouco mais sobre a vida da atriz e princesa, Grace de Mônaco, que escolheu se retirar muito cedo das telonas, e também para aqueles que querem saber mais sobre a história do Principado de Mônaco, que é bastante conhecido pelo turismo de luxo: cassinos e corridas de fórmula-1.
Disponivel: Netflix





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

The Post - A Guerra Secreta

The Post - A Guerra Secreta é um dos indicados ao Oscar 2018 em duas categorias melhor filme e melhor atriz com a interpretação de Meryl Streep. A trama conta a história da briga judicial entre o Washigton Post e presidente americano Richard Nixon, o episódio marcou a política e o jornalismo nos EUA.



Com a direção de Steven Spielberg e Tom Hanks no elenco, o filme apresenta uma narrativa rápida com muitas ligações que leva o espectador a se manter atento e prestar atenção aos detalhes. As informações sigilosas sobre a guerra do Vietnã foram inicialmente publicadas pelo New York Times, que sofreu com um processo movido pelo governo norte-americano, com a interdição do New York Times as informações sigilosas vão para nas mãos Ben Bradlen (Tom Hanks) que pressiona Kat Graham (Meryl Streep) dona do jornal The Washigton Post a publicar as informações no jornal. A partir desse momento o filme ganha um tom mais dramático e Meryl Steep cresce interpretando Kat Graham.



A personagem Kat Graham é uma mulher em um universo de maioria masculina, no qual é necessário que ela se imponha como uma figura altiva e capaz de ocupar um cargo de chefia no jornal da família, os acontecimentos são paralelos a abertura do jornal ao mercado de ações e o medo de perder investidores leva os diretores do jornal a pressionarem KatGraham a não publicar as informações, o filme privilegia a ação da sra. Graham, a coragem de publicar os documentos sigilosos incentivou outros jornais a fazer o mesmo, e se tornou um fato marcante para a história americana. O protagonismo feminino é marcante e isso não acontece por acaso, o debate de gênero e igualdade salarial entre homens e mulheres chegou em Hollywood e não é uma discussão passageira, vem ganhando adeptos de peso no mundo cinematográfico, inclusive a própria Meryl Streep.



O filme é excelente para conhecer mais sobre a história recente dos EUA e a participação do país na guerra do Vietnã. O filme cativa o espectador e a atuação de Meryl Steep é emocionante e envolvente. As duas indicações, melhor filme e melhor atriz, foram merecidas. Mas estou aguardando a estreia de A Forma da Água, com a direção de Guilherme Del Toro para definir meus favoritos ao Oscar 2018.





sábado, 27 de janeiro de 2018

O Destino de uma Nação


Na saga por assistir aos filmes indicados ao Oscar 2018 assistimos ao filme "O destino de uma nação". Filme ótimo, fotografia incrível, a interpretação de Gary Oldman é digna da indicação. A cadência do filme tem um ritmo contínuo, se não chega ao ápice também não chega a descontração. O filme retrata bem um momento decisivo na segunda guerra mundial que é a decisão de Churchill em assinar ou não  um acordo de paz com a Alemanha, temporalmente o filme se passa durante o mês de maio e revela o quanto foi difícil a tomada de decisão.


Com relação as indicações ao Oscar 2018 apesar de ter gostado do filme não ganhou a minha torcida para o grande prêmio da noite  (melhor filme) não cativou minha atenção o tempo todo, se tornou um pouco cansativo no meio do filme. Mas achei incrível como recurso didático para aulas de história e de história da arte. Para a indicação de melhor ator gostei muito da interpretação de Gary Oldman, ele da o tom decisivo ao filme, no entanto, também não ganhou minha torcida. Acredito que é um forte concorrente aos prêmios de melhor Design de Produção, fotografia e figurino. Na categoria melhor cabelo e maquiagem confesso que estou na torcida por Extraordinário.


Uma Noite de 12 anos

“Uma noite de 12 anos” (2018) filme de Álvaro Brechner. Uma  produção Argentina, Uruguaia e Espanhola, aborda o período em que José Mujic...