sexta-feira, 20 de julho de 2018

Grace de Mônaco

"Grace de Monaco" (2014) é um longa metragem dirigido por Oliver Dahan (que também levou Edith Piaf as telonas) e conta a vida da atriz estadunidense Grace Kelly após seu casamento com o príncipe de Mônaco, Rainier III.

A personagem de Grace Kelly é interpretada por Nicoli Kidman que tem uma excelente atuação. Os acontecimentos do filme ocorrem entre 1961 e 1962. No início do filme é dito que o relato é fictício, mas baseado em fatos reais. 

O longa trás uma representação da vida pessoal de Grace mostrando conflitos pessoais e familiares o que ajuda a desconstruir o ideário de conto de fadas que simbolizava o seu casamento.

Antes de se tornar a princesa de Mônaco, Grace Kelly era uma atriz respeitada pela academia e pelo público, inclusive ganhou o Oscar na categoria de melhor atriz, em 1955. Ao aceitar o pedido de casamento do príncipe de Mônaco, Grace sabia que teria que abrir mão de sua vida profissional, e o filme revela que a escolha nem sempre lhe pareceu a mais correta, ou que em algum momento ela não possa ter se arrependido, mas deixa claro que ela foi tão dedicada ao casamento quanto a sua carreira profissional. 

Destacamos que Grace era um mulher inteligente e que teve dificuldades para se encaixar na realeza, pois o posto de princesa seria para uma mulher submissa e sem opinião propria algo que ela não conseguia ser.

O dilema do roteiro começa com o convite do diretor Alfred Hitchcok para Grace estrelar o seu próximo filme, aceitar ao convite poderia agravar o impasse internacional que o Principado de Mônaco estava envolvido e que colocava em risco a soberania do país. Visando o apoio popular Grace se dispõe a aprender a história e os costumes do Principado de Mônaco, dando ênfase as regras de etiqueta e o idioma francês para conquistar a empatia da população. 

O filme tem como pano de fundo o impasse internacional entre o Principado de Mônaco e a França, que ameaçava cortar o fornecimento dos recursos básicos do Principado. Nesse momento  a presença de Grace foi importante para mediar o  conflito internacional.

"Grace de Mônaco" é uma boa opção de filme para saber um pouco mais sobre a vida da atriz e princesa, Grace de Mônaco, que escolheu se retirar muito cedo das telonas, e também para aqueles que querem saber mais sobre a história do Principado de Mônaco, que é bastante conhecido pelo turismo de luxo: cassinos e corridas de fórmula-1.
Disponivel: Netflix





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

The Post - A Guerra Secreta

The Post - A Guerra Secreta é um dos indicados ao Oscar 2018 em duas categorias melhor filme e melhor atriz com a interpretação de Meryl Streep. A trama conta a história da briga judicial entre o Washigton Post e presidente americano Richard Nixon, o episódio marcou a política e o jornalismo nos EUA.



Com a direção de Steven Spielberg e Tom Hanks no elenco, o filme apresenta uma narrativa rápida com muitas ligações que leva o espectador a se manter atento e prestar atenção aos detalhes. As informações sigilosas sobre a guerra do Vietnã foram inicialmente publicadas pelo New York Times, que sofreu com um processo movido pelo governo norte-americano, com a interdição do New York Times as informações sigilosas vão para nas mãos Ben Bradlen (Tom Hanks) que pressiona Kat Graham (Meryl Streep) dona do jornal The Washigton Post a publicar as informações no jornal. A partir desse momento o filme ganha um tom mais dramático e Meryl Steep cresce interpretando Kat Graham.



A personagem Kat Graham é uma mulher em um universo de maioria masculina, no qual é necessário que ela se imponha como uma figura altiva e capaz de ocupar um cargo de chefia no jornal da família, os acontecimentos são paralelos a abertura do jornal ao mercado de ações e o medo de perder investidores leva os diretores do jornal a pressionarem KatGraham a não publicar as informações, o filme privilegia a ação da sra. Graham, a coragem de publicar os documentos sigilosos incentivou outros jornais a fazer o mesmo, e se tornou um fato marcante para a história americana. O protagonismo feminino é marcante e isso não acontece por acaso, o debate de gênero e igualdade salarial entre homens e mulheres chegou em Hollywood e não é uma discussão passageira, vem ganhando adeptos de peso no mundo cinematográfico, inclusive a própria Meryl Streep.



O filme é excelente para conhecer mais sobre a história recente dos EUA e a participação do país na guerra do Vietnã. O filme cativa o espectador e a atuação de Meryl Steep é emocionante e envolvente. As duas indicações, melhor filme e melhor atriz, foram merecidas. Mas estou aguardando a estreia de A Forma da Água, com a direção de Guilherme Del Toro para definir meus favoritos ao Oscar 2018.





sábado, 27 de janeiro de 2018

O Destino de uma Nação


Na saga por assistir aos filmes indicados ao Oscar 2018 assistimos ao filme "O destino de uma nação". Filme ótimo, fotografia incrível, a interpretação de Gary Oldman é digna da indicação. A cadência do filme tem um ritmo contínuo, se não chega ao ápice também não chega a descontração. O filme retrata bem um momento decisivo na segunda guerra mundial que é a decisão de Churchill em assinar ou não  um acordo de paz com a Alemanha, temporalmente o filme se passa durante o mês de maio e revela o quanto foi difícil a tomada de decisão.


Com relação as indicações ao Oscar 2018 apesar de ter gostado do filme não ganhou a minha torcida para o grande prêmio da noite  (melhor filme) não cativou minha atenção o tempo todo, se tornou um pouco cansativo no meio do filme. Mas achei incrível como recurso didático para aulas de história e de história da arte. Para a indicação de melhor ator gostei muito da interpretação de Gary Oldman, ele da o tom decisivo ao filme, no entanto, também não ganhou minha torcida. Acredito que é um forte concorrente aos prêmios de melhor Design de Produção, fotografia e figurino. Na categoria melhor cabelo e maquiagem confesso que estou na torcida por Extraordinário.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

This is me (O Rei do Show)

A lista de indicados ao Oscar já saiu e os indicados a melhor canção original foram:

"Mighty River", de Mudbound: Lágrima sobre o Mississipi
"Remember me", de Viva - a vida é uma festa
"Stand Up of somentig", de Marshall
"The Mistery of Love", de Me Chame pelo Seu Nome
"This is me", de O Rei do Show

Todas as indicações são músicas belíssimas, com letras envolventes e que ajudam a compor o filme, no entanto, a minha torcida está para "This is me" de O Rei do Show (The Greatest Showman) a música não só ajuda a compor o filme, mas é a essência do filme. A letra fala a respeito de como as palavras negativas que ouvimos a nosso respeito nos fazem mal, como elas podem nos magoar e nos colocar para baixo, e de forma envolvente e empolgante nos mostra como devemos ser nos mesmos sem temer a opinião dos outros. O Rei do Show mostra, ainda que, de forma tímida a diversidade, e revela que o diferente pode e deve ser aceito como é, não a nada errado em ser você mesmo. Esta canção é motivadora e deve ser ouvida por todos que sofrem na busca pela aceitação dos outros, para perceber que a aceitação deve vir primeiro de si próprio.



E se você ainda não está convencido de que o música é envolvente e empolgante recomendo que assista a esse vídeo.

Mi
Mi

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Me chame pelo seu nome

Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2018 e com ela começa a corrida por assistir aos filmes indicados antes da premiação, o maior desafio é que a maioria deles ainda não estreou em João Pessoa.
Entre os indicados já assistimos alguns: Logan, Viva - a vida é uma festa, Extraordinário, Star Wars, A Bela e a Fera, O rei do show, etc. E todos são maravilhosos e na nossa opinião mereceram suas indicações. A grande surpresa ficou por conta de Logan, indicado ao melhor roteiro adaptado, o que enche de alegria o coração dos fãs de filmes de super heróis pelo reconhecimento quase histórico de que esse estilo de filme tem sim bons roteiros.
Na saga por assistir as indicações de melhor filme, melhor direção, melhor roteiro e melhor ator e atriz começamos assistindo a Me chame pelo seu nome, e o que achamos? Um filme que fala de sentimento, que trata um tema ainda tabu na sociedade contemporânea, a atuação de Timothée Chalamet (Eliot) é brilhante, ele passa todo o sentimento, amor, angústia, dor, tristeza que a sétima arte exige, e mereceu sim a indicação para melhor ator e estou na torcida por ele, apesar de não ter assistido aos outros filmes ainda. Mas vamos as críticas ao filme, considerei o roteiro fechado a uma temática especifica, como assim? Poderiam ter sido abordados outros temas como pano de fundo, mas o filme se prende de mais a um único assunto, me lembro da premiação ao Oscar 2017 no qual Moonlight: sob a luz do luar levou a maior premiação da noite, na data da premiação ainda não havia assistido a nenhum dos grandes favoritos, Lalaland e Moonlight, e quando assistir ao ganhador não tive dúvidas de que eles eram merecedores, não era um filme sobre a tema homoafetivo, mas sobre relações familiares, questões sociais, estereótipos, drogas, era um filme que ao término fazia o espectador refletir sobre diversos aspectos da sociedade, algo que não ocorreu com Me chame pelo seu nome, pelo menos não comigo, o filme me emocionou imensamente, mas foi muito mais pela atuação de Timothée Chalamet do que pelo conjunto do filme.
Destaque para o cenário onde se passa o filme, interior da Itália que compõe um cenário belíssimo para o desenrolar da trama, e para a fotografia, a erudição e a estética marcam todo o filme e compõem um tom elegante ao desenrolar do enredo.
Agora quero assistir aos próximos e torcer pelos meus favoritos.

Duração: 133 min.
Direção: Luca Guadagnino
Elenco: Armie Harmmer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg, mais.
Gênero: Drama e Romance
Nacionalidade: França, Itália, EUA, Brasil

sábado, 16 de dezembro de 2017

Liga da Justiça

Liga da Justiça sem dúvida esteve entre um dos filmes mais esperados do ano, depois do sucesso do filme da Mulher Maravilha os fãs ficaram bem ansiosos e geraram grandes expectativas com relação ao novo filme da DC, será que o filme correspondeu as expectativas geradas? Bom, vou descrever as minhas impressões com relação ao longa.

O filme apresentou super-heróis já conhecidos do público e a introdução deles foi feita de forma individual, respeitando a trajetória pessoal de cada um, o que foi um ponto positivo para a equipe de produção do filme. A grande expectativa estava mesmo em torno da Mulher Maravilha (Gal Gadot) que apesar de  compor um grupo de super heróis sua presença não passou despercebida. Dou um destaque especial a sequência de cenas das Amazonas que deu uma adrenalina especial ao filme.

De forma resumida, o filme mostra que o ato de altruísmo do Superman, que levou a sua morte, ajudou Bruce Wayne (Ben Affleck) a recuperar sua fé na humanidade o que o levou a formar uma aliança com Diana Prince (Gal Gadot) para recrutar uma equipe de meta-humanos para combater um poderoso inimigo recém despertado. No entanto, a liga de super-heróis liderada formada pelo Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Cyborg e Flash  não se mostra tão eficiente quanto era esperado, e esse é um ponto crucial no destino dos super heróis.


O filme tem pontos fortes e o principal deles é o retorno do Superman, que é trazido de volta da morte e rapidamente tem que se recuperar da confusão mental que o seu retorno provocou e se unir a liga para combater o poderoso inimigo que põe em risco o futuro da humanidade. O filme tem 120 minutos e esse é o tempo suficiente para não se tornar muito longo e, fazer com que o expectador não perca a atenção. O bom humor é um ponto forte no filme o que mais uma vez deixou o filme morno foi a relação Superman x Batman.



Créditos:

Direção: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher Maravilha), Ezra Miller (Flash), Jason Momoa (Aquaman), Ray Fisher (Cyborg), Amy Adams), Jeremy Irons (Alfred)
Roteiristas: Chris Terrio, Joss Whedon,
Autor da obra original: Bob Kane, Jerry Siegel, Joe Shuster, Joe Shuster
Colaboração com o roteiro: Zack Snyder, Chris Terrio
Trilha sonora: Danny Elfman
Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Geoff Johns, Jon Berg
Produtores Executivos: Ben Affleck, Chris Terrio, Christopher Nolan, Daniel S. Kaminsky
Empresas envolvidas: Warner Bros. Pictures, DC Comics
Distribuidor brasileiro: Warner Bros.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Extraordinário



O filme Extraordinário, dirigido por Stephen Chobosky, conta a história de Auggie Pullman (Jacob Tremblay),  um garoto de 10 anos de idade que nasceu com Síndrome de Treacher Collins, que causa deformações faciais, e tem a difícil tarefa de começar a estudar na escola junto com outras crianças, pela primeira vez, e mostra com imensa sensibilidade as dificuldades de interação social.

A Síndrome de Treache Collins causa deformações faciais, e para além do problema estético a síndrome causa a má formação dos ossos do crânio que podem acarretar sérios problemas de saúde, como dificuldades de se alimentar, respirar e a perda auditiva, é uma condição genética rara que atinge uma a cada 50.000 pessoas.

Extraordinário é uma história emocionante e aborda de forma delicada o protagonismo de outros personagens, mostrando de forma paralela as histórias particulares de alguns personagens, que de algum modo justifica (ou explica) os seus comportamentos, lembrando ao espectador como de fato se passam as relações sociais e familiares no seu dia a dia. 

A malformação congênita de Auggie levou a dedicação integral da família, principalmente a mãe, lindamente interpretada por Júlia Roberts. E mostra como a irmã apesar de compreensiva senti falta da atenção dos pais, mas que isso não diminui o amor que ele senti pelo irmão. Destaco atenção especial a Owen Wilson e Julia Roberts,  que formam um casal genuinamente divertido, e que dividem as alegrias, preocupações e cuidados com o filho, Auggie.


O filme mostra as dificuldades que Auggie enfrenta ao ingressar na escola na quinta série, e mostra a  influência que os pais e a escola exercem sobre a formação do comportamento e caracter das crianças. Mas principalmente nós cativa por mostrar que devemos sempre olhar a vida para além da aparência e da estética. Encerro com uma frase que me emociona sempre, do livro Pequeno Princípe "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos" Antoine de Saint-Exupéry.

Imagem relacionada


Ficha Técnica

Título original: Wonder
Distribuidor: Paris Filmes
Ano de Produção: 2017
Idioma original: Inglês
Direção: Stephen Chobosky
Elenco: Julia Roberts (Isabel Pullman), Owen Wilson (Nate Pullman), Jacob Tremblay (Auggie Pullman), Isabela Vidovic (Via Pullman), Mandy Patinkin (Sr. Tushman), Noan Jupe (Jack Will), Bruce Gheisar (Julian), Daveed Diggs (Browne), Millie Davis (Summer), Danielle Rose Russel (Miranda), Nadji Jeter (Justin).
Autor da obra original: R. J. Palacio
Roteiristas: Steven Conrad, Jack Thorne, Stephen Chobosky
Trilha sonora: Marcelo Zarvos
Produtores: David Hoberman, Todd Lieberman, Jeff Skoll, R. J. Palacio
Empresas produtoras: Lionsgate, Mandeville Films, Participant Media, Walden Media

Uma Noite de 12 anos

“Uma noite de 12 anos” (2018) filme de Álvaro Brechner. Uma  produção Argentina, Uruguaia e Espanhola, aborda o período em que José Mujic...